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25/11/2011

Para não ter dor de cabeça nas confraternizações de fim de ano

Tem coisa mais constrangedora do que “enfiar o pé na jaca” e “pagar vários micos” na frente dos colegas e do chefe e depois ter que encará-los no dia seguinte? Para muita gente, esta é uma situação corriqueira nas festas de fim de ano de empresas.

Mas, obviamente, há como evitar situações que depois vão dar o que falar, prejudicando a imagem do profissional.

Segundo Ana Carolina Maffra, diretora da empresa de recursos humanos Equipe Certa, a melhor maneira de aproveitar esses eventos é entrar no clima, mas sem excessos, mantendo uma atitude próxima da que teria dentro do ambiente de trabalho.

- A diferença é que, nessas festas, a pessoa pode relaxar um pouco mais e falar de assuntos diferentes das questões do dia a dia da empresa. Mas continua sendo um evento corporativo - diz.

Especialistas dizem que, além do clima de confraternização, as festas corporativas são ótimas oportunidades para que o funcionário possa estreitar relacionamentos no ambiente de trabalho e melhorar a rede de contatos.

- Ele precisa ter um interesse real no outro, escutar e estar próximo às pessoas - acrescenta Maffra. - Mas, se não faz isso ao longo do ano, dificilmente vai conseguir fazer num evento assim.

Para a gerente da Personal Service, Alexandra Visconti Morgado, bom senso é a palavra-chave, quando se trata do comportamento nessas ocasiões. Ela alerta para a bebida em excesso e para roupas inadequadas:

- Beber demais costuma ser o maior erro dos profissionais em festas corporativas, justamente porque leva a comportamentos inadequados, como passar uma cantada em quem não deve ou forjar uma intimidade com quem não se tem - afirma Alexandra. - Vestir-se bem também é fundamental. Nada de usar a mesma roupa que usaria numa boate.

Outra orientação de especialistas sobre como aproveitar esse clima de confraternização em prol do crescimento profissional é conhecer outras pessoas da empresa - sejam de outro setor ou outra filial - travando conversas com elas. A atitude ajuda a ampliar sua rede de contatos.

Segundo o coach Silvio Celestino, autor do blog “Conversa de Elevador”, é importante não ser artificial, ser cordial, cumprimentar as pessoas com educação e dar atenção a quem deseja conversar. Ele ressalta, também, que, nessas situações, falar com os altos executivos da empresa é sinal de profissionalismo.

- Não há nada de errado em se aproximar e cumprimentá-los com cordialidade - pondera.

Especialistas recomendam, ainda, que se evite levantar temas polêmicos, como religião ou política, mas que tópicos mais leves relacionados às notícias mais recentes, esporte, cultura, cinema e família sempre são bem vindos. Celestino lembra que deslizes em festas corpotivas podem ser filmados por um celular e cair na web, situação em que a má exposição se torna ainda pior para o profissional.

- Isso põe em risco a credibilidade e a reputação do profissional perante os colegas, clientes, fornecedores e o mercado de trabalho. Se cair um vídeo na internet com sua deselegância ou inadequação, recuperar a reputação pode ser uma tarefa árdua e por vezes impossível.

As dicas sobre como agir e o que evitar nas festas de fim de ano

- Use peças discretas, sem exageros. Apesar de ser uma festa, é um evento corporativo. No caso das mulheres, nada de vestidos curtos, decotados ou transparentes.

- Bebida é um ponto que merece especial atenção. Não beba demais, mesmo que você esteja acostumado. Além de pegar mal, leva a outros comportamentos que podem lhe prejudicar profissionalmente.

- Leia atentamente o que é dito no convite (tipo de roupa, horários, se o evento é aberto ou não a acompanhantes) e cumpra o que for pedido.

- Durante a festa, não se porte como se fosse a última festa do mundo, bebendo demais, comendo demais ou dançando demais. Procure manter uma postura profissional.

- Não fique só na sua patotinha de sempre. Fale com várias pessoas, aproveite para conhecer pessoas de outros setores ou filiais. Em suma, amplie sua rede de contatos.

- Mesmo que seja um exímio contador de piadas, não exagere na dose, nem monopolize a conversa. Busque ouvir os demais.

- Não fale só de trabalho, nem monopolize o chefe ou presidente da empresa. Afinal, é um momento de descontração.

(Fonte: O Globo - 22/11/2011)