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20/07/2010

Pesquisa projeta 2 milhões de vagas no pais este ano

Pesquisa projeta 2 milhões de vagas no pais este ano

Projeção de especialistas para 2010 se baseia no ritmo de expansão econômica e crescimento do PIB


A criação de 1, 473 milhão de postos de trabalho formais no primeiro semestre deste ano de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CagEd) indica que o Brasil Deve criar pelo menos 2 milhões de vagas neste ano segundo especialistas ouvidos pela Agência Estado.

Se esse numero for confirmado, o total de empregos criados desde 2003 atingirá 11,14 milhões — marca que supera as 10 milhões de vagas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, durante campanha em 2002, que o Brasil precisaria criar.

0 setor industrial teve uma geração de 47 mil postos no mês. “Esperamos que serão criadas nes te ano 2,4 milhões de empregos”, comentou a economista do Santander, Luiza Rodrigues.

Rafael Bacciotti. analista da Tendências, acredita que podem ser gerados mais 1, 1 milhão de postos no segundo semestre, o que representaria 2, 5 milhões de postos neste ano.

0 presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Márcio Pochmann, acredita que a marca pode chegar a 2, 1 milhões.

“Mas não me surpreenderia se o bom ritmo de expansão da economia gerasse no total 2,4 milhões de vagas em 2010”, afirmou.

Na avaliação do economista da LCA Fábio Romão, devem ser gerados 2,0 6 milhões neste ano, o que representaria perto de 587 mil postos líquidos criados no segundo semestre.

Luiza Rodrigues leva em consideração que a criação de 2,4 milhões de empregos formais em 2010 está relacionada com o forte desempenho do nível de atividade, pois o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 7,8 neste ano.

De acordo com Pochmann, a geração de quase um milhão de postos de trabalho de julho a dezembro é viável, pois o estoque de vagas líquidas formadas no primeiro semestre foi muito forte.

Segundo Baccioni , a desaceleração do nível de atividade no segundo trimestre na margem produziu uma redução do saldo de empregos formais gerados mensalmente em termos dessazonalizados no primeiro semestre.

Em janeiro, foram criados perto de 233 mil postos, número que baixou para 199 mil vagas em fevereiro e que retornou aos 233 mil empregos em março.

No mês de abril, a marca atingiu 193 mil vagas, subiu para 196 em maio e baixou para 143 mil em junho. Romão lembra que a redução da capacidade de geração de empregos no mês passado está relacionada com a diminuição no ritmo de expansão do país no segundo semestre trimestre.

Alta do PIB

Depois do PIB ter avançado 2,7% de janeiro a março, na margem, esse número deve atingir 0,5% de abril a junho, checar a 0,4% no terceiro trimestre e alcançar 1% nos último três meses do ano, pelo mesmo critério de análise.

Romão destaca que algumas categorias profissionais importantes apresentam em junho de 2010 uma geração de empregos inferior ao mesmo mês de 2008, que o parmetro menal mais próximo para comparação, pois o sexto mês de 2009 apresentou resultados baixos devido os efeitos da crise internacional sobre o país.

A indústria, no mês passado, criou 47 mil postos abaixo dos 54,8 mil em junho de 2008. O comércio apresentou uma geração de 26,6 mil postos no m~es passado, marca inferior aos 48,2 mil empregos do mesmo período em 2008.

Os serviços, que incluem a administração pública, criaram 59 mil postos em junho de 2010, número menor que as 77 mil vgas criadas em junho de 2008.
Para o segundo semestre, os especialistas prevêem uma criação inferior de empregos ao apurado entre janeiro e junho, o que está vinculado ao fato de que a geração de postos no primeiro semestre normalmente é superior ao apurado nos seis meses seguintes.

Romão tem uma avaliação um pouco mais cautelosa sobre a geração de empregos no segundo semestre, pois ele acredita que as empresas já recuperaram o estoque de funcionários registrados em relação ao período pré-crise internacional.

Mas, para Luiza Rodrigues, há uma boa dose de confiança dos agentes econômicos, inclusive dos empresários, sobre perspectivas favoráveis da economia no longo prazo. De acordo com uma Sondagem Industrial, realizada pela FGV apontou que em março, 45,1% dos dirigentes de companhias tinham intenção de contratar funcionários nos três meses seguintes. “Essa marca alta ocorreu quando o país estava num nível muito forte de expansão”, ressaltou.

Em junho, mesmo com a desaceleração do nível de atividade, a pesquisa mostrou que aquele indicador baixou pouco, pois atingiu 44,4%. “Ou seja, a confiança dos empresários esta muito favorável para a geração de empregos. Para os dirigentes de empresas, esse fator esta relacionado diretamente com a estabilidade da economia, com inlfação sob controle, processo que já ocorre há vários anos”, afirmou.

Fonte: Correio Popular - 19/07/2010